Tão mais linda quanto é demais.
A menina mais bonita da cidade
Tão mais linda quanto é demais.
Saudades
De Hulk.
Do mar.
Tomei um banho demorado.
E comi macaxeira com manteiga no café da manhã...
Vicente e Isabella
Baiana
Rubão
Em fevereiro eu conheci o Rubão. Num hotel em Campinas. Fui
pegar uma água numa madrugada e conversamos ali e falei que era escritor e que
estava viajando pelo Brasil e ele me deu uns flyer´s de uma escola dele. Escola
de paraquedismo.
Quando vi aquilo, pirei! Porra! Quero saltar! E Rubão me
levou pra saltar. E Rubão me apresentou uma galera show de bola. E fiquei
amigaço do Varley, que me buscou no hotel em Campinas e me levou pra Piracicaba
pra saltar: contando piadas de Campinas a Piracicaba. De Piracicaba a Campinas.
Rubão e esposa. Varley e esposa. E eu. No carro. Com esses amigos que fiz. Do
nada. Duma água que quis beber de madrugada num hotel.
Falei que levaria esses amigos pelo resto da vida.
E fizemos planos! Vamos levar o paraquedismo de volta pra
Pará de Minas, caralho! Dá, dá pra levar!
E segui viagem. E despedi do Rubão e do Varley. Com a
certeza de que faríamos uma algazarra nos céus de Pará de Minas outrora.
Certezas!
Existem?
Pois que Rubão morreu num salto. O meu amigo morreu num
salto. Dois meses depois de me levantar do chão junto com Varley, de uma queda
de 4.500 pés. Eu vibrando o salto. Varley vibrando, Rubão vibrando...
“Vai de bunda mesmo!” gritava Varley...
E Rubão me deu as mãos, me levantou... e me perguntou:
“Tá feliz?”
Nunca respondi. Não pude responder. Rubão morreu antes que
eu dissesse:
“Foi a melhor coisa de roupa que eu fiz na vida!”
Vovô
“Nossa, o vovô é o Papai Noel!”
Foram tantas, mas sinto hoje que foram tão poucas! Vovô nos ensinou a pescar traíras, a iscar o anzol, a escamar os peixes, limpar, colocá-los num galho de árvore que nos ensinou a arrancar, propício pra tal. Vovô nos ensinou muitas coisas em nossas pescarias, vovô nos ensinou sua essência: a Paciência.
Quando eu ficava atordoado vendo meus primos pescarem e eu sem pescar nenhum peixe, querendo trocar de lugar, vovô dizia:
“Calma! Paciência! Fica aí... fica quietinho aí que ela vem!” e ela sempre vinha!
“A Lourdes inventou de arrumar a casa hoje e falou pra eu sair...”
E passava o dia ali, dormindo tranquilo e despreocupado com a vida.
“Calma... Um de cada vez...” e éramos muitos!
Então cada um tinha o seu momento, penteando os cabelos do vovô. E ele ia fechando os olhos de mansinho, numa calma e sossego que eram só seus, como fazia seu passo-preto quando vovô com os dedos, acariciava sua cabeça.
Quando acordava, nos levava ao mercado do Antônio Espíndola a fim de comprar pão pro café da tarde. Voltávamos com chocolates, pirulitos, balas, chicletes, sorvetes...
Depois saíamos para brincar e vovô pegava seu cortador de gramas e só parava para separar uma ou outra briga que ocasionalmente acontecia.
Mais tarde saía conosco lá pro alto do pasto, onde ficávamos empinando papagaios até a hora do almoço. Depois descíamos para pescar e quando voltávamos, depois do jantar, ficávamos altas horas jogando o que ele mais gostava nos jogos de carta e nos ensinou com maestria: Buraco...
E assim ele fez... até que foi-se, num março feio e triste de 1995.
“O que significa vovô para você?”
Eu responderia, imbuído de toda sinceridade e sabedoria inocente que a vida ainda não havia me arrancado:
A cidade que eu não conheço
E se?
Nuvens Ladras
Acreditar no fim do mundo faz bem
Super
Eu Vim Para Lhe Fazer Sofrer
Veja o mundo cruel onde vivemos.
As pessoas não se importam.
Eu não me importo.
Você não se importa.
Pegue minha mão.
Me dê de presente suas dores e suas angústias.
Eu vim para lhe fazer sofrer.
Abra os olhos e veja a verdade que lhe mostro:
Nós jamais ficaremos juntos.
Renato Russo
Oh Céus!
Onde Estão Os Versos?
Que não são meus, que daqui não saem.
Hora passam, hora fogem, hora nada, ora bolas!
Não são de ninguém, pois que não vêm...
Palavras que se encontram tal qual gotículas de água formam nuvens:
Versos, versos, versos, versos!
O poeta é o vento...

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“Odeio Química! Porque o amor é tão complicado?” ou “Porque o amor é tão complicado? Odeio Química!”
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Notícia para Elisa Mendes
Peraí, você é o... eu tentava me lembrar... o... Márcio?
Ele respondeu:
Marcos!
Eu te vi na internet!
Marcos que conversava com um PM disse:
Internet?
Uma vez não veio uma moça aqui dizendo que havia esquecido a bolsa em casa e lhe pediu pra fazer uma troca?
Nesse momento ele abriu um sorriso de canto a canto no rosto:
É mesmo! Fala com ela que ela colocou meu nome errado lá! É Marcos e não Márcio! Ela é muito gente boa. Falei que ela poderia tomar a casquinha e me pagasse depois. Mas ela queria fazer uma troca. Ficou aqui fazendo propaganda da casquinha... fala com ela que já vieram várias pessoas aqui depois que ela colocou minha foto lá na internet...
Ficamos conversando um tempão e Marcos me contou que tem 11 anos que vende casquinhas e que acabou de montar uma Pousada na Serra do Cipó. Ele continua na Augusto de Lima até o final deste mês. Depois só encontraremos o Marcos na sua Pousada. O nome? CASQUINHA DA SERRA
Quando me despedi ele me entregou 2 cartões da pousada. Um pra mim, outro pra Elisa.
Elisa, bora lá?
Leitor, acesse 365 Nuncas para entender melhor esta postagem. Você vai amar o Blog!
Pra não dizer que não falei das CORES
É fato. Quando está escuro, meu coração não consegue ler o que eu sinto. É um turbilhão de batimentos desvairados e incessantes no lugar das palavras doces e coloridas que me ditava outrora. Esse bater descompassado – grito silencioso – entorpece os meus sentidos e as palavras fogem, que nem crianças brincalhonas correndo sorrateiras e fugidias pelos esconde-escondes da vida.
É sim. Quando está escuro, gente tola como eu – que não liga muito pro saber – se consome em sentimentos que não sabe explicar. É… a gente entende muito mais do sentir! Parece que os sentimentos são as engrenagens que nos movem. E eles sempre nos movem! Mas os moinhos giram com mais ternura movidos pela brisa do que pelo furacão.
É verdade. Furacão de palavras que eu tento agora colocar em ordem, buscando a serenidade da brisa na alma, tentando acalentar o pobre coração que bate despudorado em meu peito! É que coração tem medo de escuro, ignorância machuca o coração que é pobre de saber, como a gente, gente como eu…
Pois bem! Perdão a quem me lê agora, por não saber acalmar meu coração. Resta-me o silêncio insosso até que a noite termine cá dentro, a tempestade de sentimentos loucos acabe e as palavras que meu coração costuma ditar me venham nas cores do arco íris – que sempre – surgirá no horizonte…
Ser Humano
Não foi o destino.
Não foi você que me lê agora.
Não foi nada.
Nem ninguém.
Nem foi a vida que outrora chamei de dura e cruel.
É que era mais fácil externar a culpa do que aceitar-me
SER HUMANO
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