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poema pronto




E de vírgula em vírgula faz-se o ponto

e do ponto

o pronto
o pranto
o desaponto


o nó
o pó



de giz...

Baiana




Ladeira do pelourinho
Procurando meu amor
Encontrei um passarinho
Que cantando me falou

Que a baiana desceu lá pra barra
Ouvindo o som do berimbau
Com o sorriso estampado na cara
Ta chegando o carnaval

Oh baiana!
Baiana no mar, meu amor!
Oh baiana!
Estrela do mar...

Ondas de Yemanjá
Oxalá meu pai que desenhou
Pra baiana se encantar
Sorriso, reza, incenso e flor

Curumim cresceu catando manga 
Lá no fundo do quintal
Pra baiana eu fiz esse meu samba
Pra cantar no carnaval

Oh baiana!
Baiana do mar, meu amor!
Oh baiana!
Estrela no mar...

Nuvens Ladras






Ensaio um verso nesse crepúsculo. 
O sol se põe e nada sai.


Nada sei (não sinto nada).

Não tem amor pra declarar hora dessas.
Não tem moça dos olhos, dos medos, do querer...

Nenhum querer!


Nem as estrelas deixam-se avistar – nuvens ladras! 
Devolvam-me minhas inspirações! 








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Onde Estão Os Versos?




A cena é clássica:
Os dedos dançam sobre as teclas da máquina de escrever, as hastes golpeiam a fita que lança a tinta ao papel. O som no ambiente é como a batida de uma bateria, que marca o compasso da música. Mas eis que de repente a canção se interrompe. O papel é arrancado num gesto brusco, embolado, amassado, atirado ao chão... une-se a outros tantos. O poeta suspira, leva as mãos à cabeça, acende um cigarro, toma um gole do café amargo que sequer notara frio. Vai até a janela, lança o olhar perdido ao mundo lá fora. Onde estão os versos?
Penúria – maldito momento na vida dos amantes das palavras que agora serpenteiam fugidias. Momento cruel, momento vão! Nem as flores no jardim, nem a menininha brincando no balanço, nem as andorinhas enfeitando o céu azul, nem o beijo da menina dos olhos, nem a complexidade apaixonante dos homens, nem o cheiro da terra molhada... nenhuma das sutilezas que inspiram o poeta, servem-lhe de prumo. As palavras simplesmente não acontecem. E este não acontecer golpeia a alma, machuca, dilacera, corrói. Mas não mata.
E eis que o poeta decide fazer da própria inércia criativa sua musa inspiradora. Tamanha necessidade de palavras, tamanha obsessão de arte, tamanha necessidade de criação...
Onde estão os versos?




Versos, versos, versos, versos!
Que não são meus, que daqui não saem.
Hora passam, hora fogem, hora nada, ora bolas!
Não são de ninguém, pois que não vêm...

Palavras que se encontram tal qual gotículas de água formam nuvens:
Versos, versos, versos, versos!
O poeta é o vento...





Apoio:


autochevpecas.com.br




Poema Pra Te Conhecer







poema pra te conhecer


Que água que você bebe?
Que fruta que você come?
Que angústia que te persegue?
Que raiva que te consome?

Que beijo que você deu?
Que sonho que você tem?
Que bobo que te perdeu?
Que risco que te mantém?

Que flor que você gosta?
Que doce que você faz?
Que roupa que você mostra?
Que brinquedo te satisfaz?

Que hora que vai dormir?
Que grito pra te acordar?
Que cor pra te seduzir?
Que medo te faz parar?

Que canção que te ganhou?
Que hora que diz: "não sei"?
Que verso que te encantou...
do poema que eu te dei?


- Libério Lara - 



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Floricultura Beleza Pura
Rua João do Neto, 566 - Centro - Pará de Minas - MG
(37) 3231-5171 - floriculturabelezapura@gmail.com

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Rua João do Neto, 496 - Loja 1 - Centro - Pará de Minas - MG
(37) 3231-5060 - casadatilapia@gmail.com

Casa da Tilápia Vilela Costa - Itaúna
Rua Jove Soares, 253 - Centro - Itaúna - MG
(37) 3073-2121 - casadatilapia@gmail.com



Versos

Versos, versos, versos, versos!
Que não são meus, que daqui não saem.
Hora passam, hora fogem, hora nada, ora bolas!
Não são de ninguém, pois que não vêm...

Palavras que se encontram tal qual gotículas de água formam nuvens:
Versos, versos, versos, versos!
O poeta é o vento...
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Canção para a Xumbrisquinha Sabida

xumbrisquinha sabida

Coração que cola

Logo quando se descola

Coração que bate

Vitamina de abacate

Coração que não dá bola

Quando logo se descola

Bola que ninguém deu

Pro coração que não bateu

Menina do coração!

Ama tanto! Sabe não!

Coração quebrou

Tanto, tanto que amou!

Menina linda da canção!

Faz bater seu coração

Bate, apanha, chora não!

Menina linda que nem flor!

Nasce logo outro amor

Ama, sofre, sem pudor...

Coração que cola

Logo quando se descola!

 

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Saudade da Bahia

Saudade de falar que nem criança

Vontade do sorriso seu

Saudade do amor na praia

Do beijo que você me deu

Ai…

Que saudade que eu tenho da Bahia!

bahia

Outono ou Ela (ou As Flores Que A Minha Primavera Vai Te Dar)

PRAÇA ASSEMBLÉIA BH LIBÉRIO LARA .

No outono as folhas caem

Cai aqui uma canção

Planto versos que brotam no sorriso dela

Flores que vêm do coração

 

Palavras que rimam em amor são flores!

 

No outono os galhos ficam nus

E eu me dispo do pudor castanho

Sussurro cores em seus lábios

São as flores do meu outono estranho

 

Palavras que rimam em amor são flores!

 

A primavera não morre em mim

Enquanto o sorriso dela brilhar

Meu coração rega as cores que planto em palavras

São as flores que o outono não sabe brotar

 

Mais leituras:

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